País
Mário Machado com pena agravada para quatro anos
Mário Machado vê a pena agravada para quatro anos em cúmulo jurídico após sentença em novo processo. A defesa pondera recurso.
O tribunal decidiu aplicar ao militante neonazi Mário Machado um cúmulo jurídico de quatro anos de prisão e recusou a possibilidade de suspender a pena.
“Temos um trajeto da prática de crimes graves e um acentuar neste último período de crimes de incitamento ao ódio. Nesta fase, perante a imagem que temos dos últimos tempos, o tribunal decide não aplicar a pena suspensa”, referiu o juiz Vítor Teixeira de Sousa.
“Temos um trajeto da prática de crimes graves e um acentuar neste último período de crimes de incitamento ao ódio. Nesta fase, perante a imagem que temos dos últimos tempos, o tribunal decide não aplicar a pena suspensa”, referiu o juiz Vítor Teixeira de Sousa.
Sobre se havia a possibilidade de manter a suspensão da execução da pena, o juiz respondeu: “Muito honestamente, o tribunal entendeu que não”.
À RTP o advogado admitiu que não "era este o resultado" de que estava à espera.
"Esperávamos um cúmulo jurídico mais leve. na casa dos três anos", assumiu José Manuel Castro, acrescentando que a decisão do tribunal só decidiu agravar devido "aos últimos acontecimentos que nem sequer tem nada a ver propriamente dito com este processo de cúmulo, mas que são acontecimentos sociais e mediáticos", referindo-se à Operação Irmandade.
Esta operação Irmandade e momento em que ocorre "é inoportuno para Mário Machado" e "vem influenciar a vida prisional".
"Mesmo que no fim seja absolvido, que é o mais certo, a vida prisional imediata fica já prejudicada por isto".
José Manuel Castro não garantiu, mas vai avaliar se recorre a este novo processo.
"Esperávamos um cúmulo jurídico mais leve. na casa dos três anos", assumiu José Manuel Castro, acrescentando que a decisão do tribunal só decidiu agravar devido "aos últimos acontecimentos que nem sequer tem nada a ver propriamente dito com este processo de cúmulo, mas que são acontecimentos sociais e mediáticos", referindo-se à Operação Irmandade.
Esta operação Irmandade e momento em que ocorre "é inoportuno para Mário Machado" e "vem influenciar a vida prisional".
"Mesmo que no fim seja absolvido, que é o mais certo, a vida prisional imediata fica já prejudicada por isto".
José Manuel Castro não garantiu, mas vai avaliar se recorre a este novo processo.
Este cúmulo jurídico é relativo à pena de prisão efetiva que Mário Machado está a cumprir desde maio do ano passado pela condenação a dois anos e 10 meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência, e à pena suspensa de três anos por incitamento ao ódio e à violência.
Em causa no processo em que Mário Machado está a cumprir pena estavam mensagens publicadas na rede social, atribuídas a Mário Machado e Ricardo Pais - também condenado neste processo -, em que estes apelavam à "prostituição forçada" das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular a professora e ex-dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra.
Mário Machado e Ricardo Pais foram condenados em primeira instância a 07 de maio de 2024, tendo na altura, o advogado de defesa José Manuel Castro manifestado surpresa com a sentença, considerando-a “injustificada e pesada”, e esperança numa absolvição de Mário Machado pela Relação de Lisboa, o que não se verificou.
Em causa no processo em que Mário Machado está a cumprir pena estavam mensagens publicadas na rede social, atribuídas a Mário Machado e Ricardo Pais - também condenado neste processo -, em que estes apelavam à "prostituição forçada" das mulheres dos partidos de esquerda, e que visaram em particular a professora e ex-dirigente do Movimento Alternativa Socialista (MAS) Renata Cambra.
Mário Machado e Ricardo Pais foram condenados em primeira instância a 07 de maio de 2024, tendo na altura, o advogado de defesa José Manuel Castro manifestado surpresa com a sentença, considerando-a “injustificada e pesada”, e esperança numa absolvição de Mário Machado pela Relação de Lisboa, o que não se verificou.
C/Lusa